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Dor no Pescoço

Saiba como posso ajudar

O Pescoço, também chamado de Coluna Cervical, começa na base do crânio e contém sete pequenas vértebras. Incrivelmente, a coluna cervical apoia todo o peso da sua cabeça, que em média é 6 Kg. Enquanto a coluna cervical é capaz de mexer sua cabeça em praticamente todas as direções, essa flexibilidade torna o pescoço muito suscetível ã dor e lesão.

A suscetibilidade do pescoço para lesão é em parte por causa da biomecânica. Entre as atividades e movimentos que afetam a biomecânica do pescoço, estão o excesso de tempo sentado, movimentos repetitivos, acidentes, quedas e impactos contra o corpo o a cabeça, envelhecimento normal, e desgaste do dia a dia. 

A dor no pescoço pode incomodar muito. E pode ter diversas causas:

 

- Lesões e acidentes: um movimento súbito ou forçado da cabeça ou pescoço em qualquer direção, e o rebote resultante na direção oposta é conhecido como "efeito chicote". Acidentes de carro são a causa mais comum de lesões desse tipo.

 

- Processo de envelhecimento: problemas degenerativos como a artrose, estenose espinhal, e doença degenerativa do disco intervertebral afetam a coluna e pescoço.

- Uso do dia a dia: má postura, sobrepeso e fraqueza da musculatura abdominal costumam afetar o equilíbrio da coluna fazendo o pescoço pender para a frente para compensar. Tensão emocional e estresse podem fazer os músculos tensionarem e contraírem, resultando em dor e rigidez. O estresse postural pode contribuir para que a dor se torne crônica (persistente). com sintomas que chegam a afetar a região dos ombros e até mesmo braços.

Seu Tratamento de Dor no Pescoço Comigo:

Durante a sua consulta, eu farei exames para localizar a origem da dor e farei perguntas sobre seus sintomas atuais e remédios que você pode já ter experimentado. Por exemplo:

  • Quando esta dor no pescoço começou?

  • O que você tem feito para lidar com esta dor no pescoço?

  • A dor irradia ou anda para outras partes do seu corpo?

  • Tem algo que alivia a sua dor no pescoço ou a faz piorar?

Também vou realizar exames físicos e neurológicos. No exame físico, observo a sua postura, amplitude de movimentos, e condição geral, sempre atendo para movimentos que causem dor. Farei uma palpação da coluna observando as curvaturas e alinhamento, e atento a contraturas musculares. Vou verificar se a região dos ombros também está em ordem. Durante o exame neurológico, testarei seus reflexos, força muscular e outras alterações do funcionamento dos nervos, e o alcance da dor.

Em algumas situações, eu vou precisar solicitar exames para ajudar a formar o diagnóstico. Um raio-x pode mostrar estreitamento do espaço do disco, fraturas, bicos de papagaio, ou artrite. Uma tomografia computadorizada ou uma ressonância magnética podem mostrar abaulamentos do disco e hérnias. Se suspeitar de compressão com dano a algum dos nervos, pode ser necessário solicitar um teste chamado eletroneuromiografia para medir se a velocidade da condução de impulsos elétricos está dentro do normal, mas é raro precisar deste exame.

Como o meu histórico universitário começou na área da quiropraxia, naturalmente tenho métodos de tratamento conservador. Esse escopo de prática não inclui o uso de medicamentos ou cirurgias. Se em algum momento eu diagnosticar algum problema fora desse escopo de prática, como uma fratura ou alguma doença orgânica, farei um encaminhamento para o especialista médico adequado. Neste caso eu pedirei sua permissão para informar o seu médico sobre o tratamento que você está realizando comigo, para garantir que seu tratamento quiroprático e médico estejam em sintonia.

 

O que a literatura científica revela

Uma revisão da literatura científica encontrou evidências de que pacientes com dor crônica no pescoço que se inscreveram em ensaios clínicos relataram melhoras significativas após sessões de manipulação vertebral. Como parte da revisão de literatura, publicada na edição de Março e Abril de 2007 do JMPT (Journal of Manipulative and Physiological Therapeutics) os pesquisadores revisaram nove ensaios clínicos anteriores e listaram "evidências de alta qualidade" mostrando que os pacientes com dor crônica no pescoço mostraram níveis significativos de melhora dos níveis da dor após a manipulação vertebral. Nenhum dos grupos do estudo relataram não ter sentido alteração, e todos os grupos mostraram mudanças positivas na revisão de 12 semanas pós-tratamento.

Um outro estudo, financiado pelo NIH (Institutos Nacionais de Saúde dos EUA) e publicado nos anais de medicina interna de 2012, testou a efetividade de diferentes abordagens para tratar a dor do pescoço "mecânica": 272 participantes foram divididos em três grupos que receberam ou terapia de manipulação vertebral por um quiropraxista (Doctor of Chiropractic), medicação para dor (analgésicos sem prescrição, narcóticos e relaxantes musculares) ou recomendações de exercícios físicos. Após 12 semanas, aproximadamente 57% dos que foram tratados com manipulação vertebral e 48% dos que fizeram exercícios físicos relataram pelo menos 75% de redução da dor, comparado a 33% das pessoas que receberam tratamento com medicamentos. Após um ano, aproximadamente 53% dos grupos sem medicamento continuaram relatando pelo menos 75% de redução na dor, comparado a apenas 38% de redução de dor no grupo que tomou medicações.

Também em 2012, uma pesquisa publicada no Spine Journal analisou a prevalência, padrões e preditores de utilização de terapia de manipulação vertebral pela população geral dos Estados Unidos (EUA). Os pesquisadores revelaram que a "Dor nas costas e pescoço foram os problemas mais comuns de saúde atendidos em consultas de quiropraxia e a maioria dos usuários relataram que a quiropraxia os ajudou significativamente a lidar com seu problema de saúde e a melhorar sua saúde geral e bem-estar".

Para mais pesquisas apoiando o uso da manipulação vertebral, clique em:

https://www.acatoday.org/Patients/Why-Choose-Chiropractic/What-Research-Shows